quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Mais um ano que se inicia, não no exato momento em que escrevo, mas há vinte e oito dias. No dia trinta e um, as pessoas mais supersticiosas ou as mais religiosas, na qual me incluo em algumas situações, fazem planos. _Em 2010 tudo vai ser diferente. Vou pagar minhas dívidas, arrumar um novo amor, um novo emprego... Então, de champagne em punho, apontado aos céus entregamos a Deus as nossas promessas e lhes outorgamos a responsabilidade de realizá-las.
Mas a vida nua e crua é bem diferente das "ideologias champagnadas". Acordamos no dia primeiro do ano seguinte e percebemos que somos os mesmo de horas atrás, um pouco mais sóbrios, porque algumas horinhas de sono faz bem.
Ao abrirmos a porta, uma mala cheia de dinheiro não nos dá bom dia. O telefone não toca nos intimando a mudar de emprego e os amores, quando os temos, são como os que tivemos. Seres encantados estão em extinção mesmo na cabeça dos mais alucinados escritores. E as pessoas de carne e osso são demasiadamente vulneráveis. E a vulnerabilidade humana é intrínseca ao ser.
Então concluímos que é preciso despertar, colocamos os pés no chão, descalços mesmo que é para sentir a energia que irradia da terra e recordar que todos os dias é dia de recomeçar. Que não é o fim de um ciclo que vai torná-lo realidade em tudo que deseja.
Bola pra frente! Pois como dizia o poeta: O tempo não para. Não queremos envelhecer e ter vergonha de olhar para trás e não encontrarmos rastros significantes de nós. Quero ser parte ativa na construção da história da minha nação e da minha própria vida.
O que eu desejo para 2010 são REALIZAÇÕES, porque ficar parado atrofia o corpo, a alma e o intelecto.

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